20 de abr de 2009

TRINTA MOEDAS

Ele nasceu provavelmente em Judéia, filho de Simão, era o mais instruído entre os discípulos. E por isso ficou encarregado de guardar o dinheiro durante as andanças de Jesus.
Seu fraco era mesmo o metal, pois quando Maria, não a mãe de Jesus, derramou ungüento precioso sobre os pés de Cristo, Iscariotes retrucou: “por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?” logo a seguir João falou que Judas disse isso “não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão.”
Páscoa, o mundo celebra a ressurreição de Jesus Cristo aquele que venceu a morte. Poder driblar o inevitável o tornou único e venerado por quase todos e mesmo aqueles que não o consideram como legitimo filho de Deus não ousam bradar isto aos quatros cantos.
Mas fora a tradicional malhação de Judas, pretexto para despejar a raiva de políticos em bonecos, ele não é lembrado em nenhuma outra data especifica. Ele se arrependeu, mas nem por isso foi perdoado, pois, cometeu suicídio. A forma como isso se deu ainda é motivo de discórdia. Convencionou-se que ele teria se enforcado numa figueira. Segundo a fé cristã o suicida não terá abrigo na eternidade. Então só no Brasil de acordo com a OMS 20 a cada 100 mil cometem suicidio no Brasil esses para Igreja Católica não terão paz no outro mundo bem como ilustres como Sócrates, Karl Marx, Hitler, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain, Getúlio Vargas entre outros.
No momento em que se exalta a vida, no mundo milhares estão repetindo o ato desesperado do traidor. Um beijo selou o destino do homem mais influente de todos os tempos. Afinal o que Judas pensava em fazer com as malditas trinta moedas muitos afirmam que foi por dinheiro a delação. Mas se foi dinheiro isso não era problema uma vez que ele era o “tesoureiro”. No certo havia bem mais por trás disso tudo. A bíblia principal fonte de informação não deixou muita informação sobre a vida regressa de Judas Iscariotes. Até hoje atentar contra a própria vida ainda é tema proibido em muitos lares brasileiros. Tirar a própria vida é refugio para quem considera a vida como um fardo. Recentemente um vietcongue colocou fim na vida de treze pessoas logo em seguida deu cabo na própria vida. E agora como puni-lo? Corpo vivo não existe mais. Nesse caso não foram moedas e sim o sentimento de estar deslocado e rejeitado em um determinado meio social. Geralmente quem faz este ato extremo acusa o mundo de não compreendê-lo, mas como compreender quem se nega a explicar?