Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2008

PALAVRÃO NÃO É PORNOGRAFIA

Texto publicado originalmente no O PASQUIM em dezembro de 1969 nº 25 Como o Texto é dividido em 5 partes vou (ou melhor iria pôr) pôr em 5 post devido a extensão do artigo de Rubem Fonseca. Rubem Fonseca
I – PORNOGRAFIA?
Pornografia, do grego pornographos (porne, prostituta + graphein, escrita) significava, originalmente a descrição de prostitutas e da prostituição em relação à higiene pública. Hoje, segundo os dicionários pornografia é o caráter obsceno de uma publicação ou, ou de uma coleção de pinturas.
Quando se diz que alguma coisa é pornográfica é porque essa coisa descreve ou representa: a) funções sexuais ou funções excretoras; b) mediante, em certos casos, a utilização de nomes vulgares comumente conhecidos como palavrões. O termo pornografia, quando utilizado aqui, terá sempre essa acepção.
Freud, no prefácio do livro Scatologie Rites, de Bourke, diz que é comum serem as pessoas afetadas por qualquer coisa que as relembre inequivocadamente da natureza animal do homem... Eles escon…

Perfil Narcisa Tamborindeguy

Por: Bruno Figueiredo

Que onda nada, maremoto talvez seja um adjetivo mais apropriado para a famosa socialite Narcisa Tamborindeguy. A gloriosa agitadora da noite chique do Rio de Janeiro revela o lado pitoresco e excêntrico das altas rodas fluminense, mas não é só lá que existem pessoas com estas carcterísticas. A verdade é que conheço inúmeras Narcisas, só que todas são pobres e dificilmente darão pano pra manga. já esta Narcisa além de endinheirada, faz a alegria da galera e tira o país da monotonia de Dilmas, Lulas, CPIs.

O episódio do seio de fora no Baile do Copacabana Palace entro para o rol de flagras perpetrados pela Rede TV!, mas não era carnaval? Então se esqueceram de avisar que a um bom tempo o Brasil é um carnaval sem fim com toda carga de ironia autodestrutiva pincelado com humor negro. O brsileiro ri pra não chorar!

Essa carioca cosmopolita, qual carioca não é cosmopolita? Nascida na camada "up" da sociedade brasileira esbanja bom humor acalentando os sonhos de …

PROFISSIONAIS DO SEXO

Profissionais do sexo, qual o limite da necessidade?
Por Héden Franco
Nascer, crescer, reproduzir e morrer. Esse é o Ciclo da Vida, uma maneira natural de explicar uma das finalidades específicas do ser humano na terra. Em contrapartida a esse conceito, muitas pessoas costumam ter o habito de não seguir a risca essa ordem, principalmente quando entre os costumes dos adeptos desse tipo de vida (se é que assim podemos afirmar) está a prática do ato sexual sem camisinha. Neste caso o “morrer” adquire certa pressa e fica muito a frente do “reproduzir” e em casos mais extremos, ultrapassa o “crescer”.

Some a todo esse cenário, de doenças sexualmente transmissíveis, as pessoas que dependem do ato sexual para sobreviver como é o caso das prostitutas. Vivendo entre a cruz e a espada, onde em muitas das vezes o pedido do cliente fala mais alto, acrescente nesse caso algumas notas de cem reais, muitas profissionais do sexo não resistem a tentação e aceitam a proposta de transar sem nenhum tipo de …

Cabanagem, sangue, suor e revolução

Por: Bruno Figueiredo

A Cabanagem eclodida em 1835 no Grão-Pará trouxe profundos rearranjos tanto no cenário político e social. Surgia, portanto um governo emanado de bases heterogêneas, mas que possuía em seu bojo o clamor popular. A cabanagem ou as cabanagens como vem sendo chamada pelos historiadores atualmente fora composta por grupos distintos e que tinham em comum a derrubada da hegemonia lusitana no campo econômico e político.

O historiador Mario Médici enfatiza dissertação de mestrado onde a diversas facetas no movimento cabano além de deixar claro o alto grau de violência repressão durante o conflito. Diferente da Revolução Farroupilha a Cabanagem teve em um primeiro momento um tratamento depreciativo por parte da intelectualidade da época o que fica claro nos “Motins Políticos” do Barão do Guajará Domingos Antonio Rayol e que lançou um olhar anti-cabanagem motivado pelo contato negativo com os cabanos ou tapuias sanguinários como ele mesmo sublinhava.

O movimento, motim ou revo…

Radiojornalismo, História e Projeção Estadual

INTRODUÇÃO

A primeira transmissão do rádio é um ponto ainda com muitas controvérsias no meio acadêmico, pois, são muitas as datas e pessoas que reivindicam para si o pioneirismo. O que se convencionou pela historiografia tradicional foi que o nascimento do rádio no Brasil ocorreu em 1919 com a Rádio Clube de Pernambuco. Dando inicio, portanto ao que veria se tornar um dos veículos com maior alcance perante a sociedade brasileira.
No estado do Pará o rádio ganhou vida no final da década de 20, mais precisamente no dia 22 de Abril de 1928 surgia então a PRC-5 liderada por Roberto Camelier, Eriberto Pio e Edgar Proença e que tinha como estilo ser uma “rádio-associação” de amigos que a sustentavam por intermédio de pagamentos de valores mensais. Segundo o jornalista Flávio Cavalcante o material musical, entende-se os discos, eram emprestados pelos comerciantes da época e como troca ganhavam a divulgação de seus nomes na programação da rádio. Talvez tenha isto sido um embrião da publicida…

Resistir é preciso

Por: Bruno Figueiredo

Escrever sobre personagens que marcaram o país sem cair em clichês, jargões ou palavras aparentemente desgastadas como o título desta resenha é quase como falar do Brasil sem citar o futebol.


Fernando Paulo Nagle Gabeira é um destes personagens da vida real que insistem em ficar com o povo. Jornalista, ex-guerrilheiro, fundador do Partido Verde, fotógrafo, escritor, deputado federal e agora candidato a prefeito no Rio de Janeiro. Este mineiro de Juiz de Fora mostra que com 67 anos ainda tem o que fazer pelo Brasil.


O livro O que é isso Companheiro é mais que um best-seller é o retrato de uma época turva pela qual a nossa sociedade passou narrados por quem “viveu na carne” o processo ditatorial brasileiro e descrito de forma atraente sobre momentos não tão atraentes assim.


O livro começa com o nome de uma rua, a Irarrazabal, que Gabeira e seus amigos jamais conseguiram pronunciar corretamente. Para quem viveu essa época difícil mesmo era compreender o que se passava n…