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ÂNGULOS INICIAIS E OBSTÁCULOS DO SABER CIÊNTIFICO



Bruno da Silva Figueiredo*.
Érico Macedo*


RESUMO

Revisão bibliográfica que teve como objeto de estudo a pesquisa em comunicação “primeiras reflexões”, as expectativas e dificuldades de quem está iniciando a carreira cientifica.

Palavras chaves: Pesquisa. Comunicação. Dificuldades

1. Introdução

A revisão bibliográfica teve como contexto a reflexão acerca daqueles que iniciam na vida científica, especificamente estudantes de graduação oriundos do curso de Comunicação Social, Habilitação em Jornalismo. A razão deste “projeto-artigo”, projeto, pois se trata da elaboração feita por estudantes que vivem esse mesmo drama, é elucidar as conseqüências, psicológicas e intelectuais de quem se atrevem em desbravar o mundo cientifico. A revisão se apoiou nas obras Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação (2005) e Metodologias de Pesquisa em Comunicação “Olhares, Trilhas e Processos” (2006).

2. Desenvolvimento

Primeiramente queremos deixar claro, a dificuldade de se exprimir, alguém poderia indagar, mas como é possível? Se vocês são estudante de comunicação! Sim é cabível o questionamento, mas realidade é que a linguagem jornalística cuja estamos habituados se diferencia da forma que o pesquisador utiliza para explorar e de expor suas idéias. A primeira dificuldade esbarra no sentido de “puxarmos o freio de mão”, ser mais cauteloso, olhar o tempo de forma diferenciada, não que pesquisa seja um local sem prazos, longe disso, o problema é que o deadline jornalístico te impulsiona em buscar respostas ou levantar caminhos e hipóteses em um breve espaço de tempo. Outro empecilho foi aprender a vasculhar e investigar um passado teórico e observar as trilhas traçadas por pesquisas anteriores, o jornalista até que faz isso lógico com algumas modificações, por exemplo, quando se quer elencar o avanço ou recrudescimento da violência urbana o que se faz é investigar números e casos anteriores e atrelar o contexto social para assim fazer um quadro demonstrativo relativo ao assunto, o que na gíria jornalística é chamado de suíte.
A grande questão foi e ainda o é saber que caminhos percorrer durante a garimpagem literária o que fatalmente foi inflacionado pela falta de experiência, o “aprender fazendo” é bonito no discurso e cansativo, e traumático para alguns, na prática. O que fica esclarecido nos questionamentos de Carlos Rodrigues Brandão “para que serve o conhecimento social que minha ciência acumula com a participação do meu trabalho? Para quem, afinal (...)” (1985, p.10).

2.1 Dificuldades

O mesmo vale pelas dificuldades e suplícios encontrados pela então estudante de jornalismo Aline Guterres pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e bolsista iniciação científica. Sua saga em meio cientifico iniciou em abril de 2001 quando cursava ainda o quarto semestre e

“Chegando ao setor de Pós-Graduação, naquela manhã, vi muitas portas de salas fechadas com placas e nomes de professores (...), Tudo era novo, caras novas, comportamentos e posturas (...), Conversando com o professor orientador, eu tentava compreender qual o sentido prático daquela pesquisa, já que o estudo na graduação nos convida a ter esse senso de agilidade, pensando em resultados” (Metodologia de Pesquisa em Comunicação, 2006, p. 266)

Outra observação foi como delimitar o tema no tempo e no espaço, definir o período e a área geográfica que vai estudar para se evitar perda de tempo em revisão de fontes bibliográficas inadequadas a seu propósito (STUMPF, 2005, p. 55 apud MACEDO, 1994, SIERRA BRAVO, 1996).
Um obstáculo foi (é) saber utilizar de forma técnica e sistematizada as fontes secundárias para não se perder no oceano de informação, pois a triagem documental correta é fundamental para o êxito da pesquisa.

3. Considerações Finais

O “Projeto-Artigo” pretendeu evidenciar os obstáculos e os primeiros meandros das pesquisas científicas levando em conta a perspectiva de estudante de comunicação, é o primeiro fruto de pesquisa cientifica de também estudante de comunicação terá cumprido sua missão caso ele espelhe as incógnitas de iniciante em pesquisa. Além de propor uma aproximação sala de aula e “salas” de pesquisa a fim de unir e corroborar para engrandecimento e evolução do arcabouço intelectual junto com o aguçamento de visão crítica e social, exigentes para que se disponha adentrar nesta área.



*Estudantes de graduação do curso de Comunicação Social, Habilitação Jornalismo pela Universidade da Amazônia – PA – Brasil.

BIBLIOGRAFIA


METODOLOGIA DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO: olhares trilhas e processos. –Porto Alegra: Sulina, 2006.


MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO/Jorge Duarte, Antonio Barros – organizadores – São Paulo: Atlas, 2005.


RASTROS - REVISTA DO NÚCLEO DE ESTUDOS DE COMUNICAÇÃO 96
Ano VIII - Nº 8 - pág. 96 - pág. 107 - Outubro 2007


MODELO DE ARTIGO DE PERIÓDICO, baseado na NBR 6022, 2003. Maria Bernardete Martins Alves, Susana Margaret de Arruda
Baixe em word o post AQUI!

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