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IGUAL X DIFERENTE


Por: Bruno Figueiredo

Após a desintegração da União das Repúblicas Socialista Soviéticas no final do século XX e a conseqüente permanência do modelo capitalista transposto e popularizado no termo (ou conceito para alguns) “globalização” a diferença tornou-se sinônimo de exótico e motivo de guerra para alguns povos. O saber lidar com o diferente requer um conhecimento prévio sobre ele e muitos para burlar esta etapa recorrem ao velho etnocentrismo. Sendo que para reafirmações ideológicas ou nacionalistas o meio musical fora utilizado amplamente às vezes de forma institucionalizada como, por exemplo, especificamente no Brasil o Estado Novo, período ditatorial do governo de Getúlio Vargas, a censura musical na ditadura de 1964-1985 ambas tentando promover um patriotismo. Nos Estados Unidos no início da década de 90 com o “orgulho americano” em alta com a recente vitória sobre o “diabólico” comunismo fez brotar diferentes correntes musicais do rock, mas que podem ser simplificadas em três vertentes. A primeira pregava o carpe diem “pseudo-eterno-juvenil” representada nas bandas Guns N’ Rose, Nirvana, Pear Jam entre outras. A segunda de caráter...

social anti-racista e a terceira de caráter racista e intolerante e que tem como ícones as bandas Skinheads.


PROPAGAÇÃO DA INTOLERÂNCIA VIA MÍDIA IMPRESSA

Com a desculpa de promover os valores sociais muitos jornais associam grupos étnicos, como por exemplo, homossexuais, negros e índios como sinônimos de desordem social e são observados principalmente nos cadernos policiais.

O que leva segundo Stuart Hall a afirmar que a solução está em “(...)Respeitar a diferença, deixar que o outro seja como eu não sou, ou deixar que o outro seja diferente de mim tal como eu sou diferente do outro”E como transportar para a nossa realidade? Uma das soluções seriam a implantações das tão esperadas políticas de afirmação sociais, valorização étnica e difusão de oportunidades da área do ensino e do trabalho, ou seja, fugindo do lugar-comum dos discursos algo muito recorrente entre nossos representantes políticos.Para que assim pseudociências ou ideologias escabrosas não retomem o poder.

Considerações Finais

Observou-se um “mascaramento do racismo” em algumas mídias que por ironia pregam a liberdade de expressão diferente de outros meios, como por exemplo, o musical em que alguns artistas declaram efusivamente seu ódio e todo seu segregacionismo, portanto o papel social da mídia tem de ser reforçado continuamente. Após uma busca de materiais sobre o tema e a conseqüente frustração em não ter encontrado uma gama diversificada sobre o assunto tratado, definitivamente considero este trabalho que aqui se encontra como um protótipo a ser esmiuçado por aquele que se interessar. Acredito este tema ser grande importância para o entendimento das relações entre povos neste início de século.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais/Tomaz Tadeu da Silva (Org.). Stuart Hall, Kathryn Woodward. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

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