25/08/2014

A insanidade da propaganda eleitoral

No Brasil a cada dois anos nossos ouvidos são abusados por jingles de campanhas, sim aquelas músicas grudes que na maioria dos casos em época de eleições tem a intenção de divulgar o nome e número dos candidatos, são músicas de letra fácil e rima duvidosa. Até o momento as que mais perturbam-me são as do Jatene, Eliel Faustino e a do Wlad que por sinal é a mais non-sense de todas. E vocês quais estão lhe enchendo os nervos?


24/08/2014

A dificuldade de manter um blog vivo.

Whatsapp quem não tem? Ou deseja ter? E facebook quem não tem? Ou gostaria de ter? Atualmente pensar em redes sociais e sua função no nosso organograma social é algo bastante debatido e alvo de inúmeros estudos acadêmicos. Com a modernização dos meios de comunicações em especial o celular propiciou a difusão de diversos aplicativos ou apps como são chamados mas assim como surgem as febres virtuais elas se evaporam no ciberespaço um exemplo foi o orkut um app que o Brasil abraçou mas com o surgimento do facebook ele perdeu espaço e recentemente a empresa responsável anunciou o game over do orkut ah houve também o twitter e os seus 140 caracteres e os blogs isso os blogs alguém ainda se lembra quando e como eles surgiram? Eu não lembro direito só sei que dava um trabalho do cão editar e muito mais personalizar, adicionar uma terceira coluna em seu blog? Mó trabalho. Mas era um assunto a ser debatido, criticado, estudado. Mas com aparecimento das outras mídias sociais ele foi jogado de lado.  Mas porquê? O que leva um internauta (ui) a largar de mão algo que até um tempo ele dedicava uma parte de sua vida OK pode ter o fator novidade que com o tempo o site, aplicativo deixa de ter mas creio que isso não esgota a discussão. O fato é que quanto mais tempo passa mais difícil de manter  um blog pelo menos pra mim. Agora entendo os blogs com prazo de validade. Mas ainda me recuso a aderir esse movimento.

22/03/2014

RESENHA CRÍTICA

 
PÓS – GRADUAÇÃO LATU SENSU EM JORNALISMO, CIDADANIA E POLÍTICAS PÚBLICAS
MÍDIA, VIOLÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA
PROFESSORA: ALDA COSTA
ALUNO: BRUNO FIGUEIREDO
TURMA: 3JCP






RESENHA CRÍTICA







BELÉM
2014
TIPO DE PERIÓDICO: REVISTA
TÍTULO: VIOLÊNCIA E MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
AUTOR: MARIA STELA GROSSI PORTO
ANO DE PUBLICAÇÃO: 2002                LOCAL: PORTO ALEGRE
ÁREA DE CONHECIMENTO: SOCIOLOGIA


1.      IDEIA CENTRAL DO PERIÓDICO:
A idéia central do periódico perpassa sobre a influência da violência nos meios de comunicação de massa na sociedade contemporânea.


2.      POSIÇÃO DA AUTORA:
A autora Maria Stela concorda com o conceito de violência proposto pelo filósofo francês Yves Michaud em que ele afirma que há várias formas de violência geradas por um ou mais atores agindo de forma direta ou indireta.


3.      DIÁLOGO COM AUTORES:
Maria Stela afirma que apesar da dificuldade conceitual da violência a definição proposta por Michaud possui a vantagem de atuar em diversas áreas tais como sociologia, psicologia, antropologia, política possibilitando assim analisar o fenômeno sob pontos concordantes ou conflitantes de cada área. Outra questão levantada no presente estudo é o impacto da exposição da violência nos meios de comunicação de massa e como diferente classes sociais e faixas etárias encaram a atuação da mídia acerca da violência.
            Autora levanta questionamentos também sobre as relações da sociedade, em particular a população do Distrito Federal mais especificamente do Plano Piloto e das Cidades Satélites, com a revolução técnico-científica.
4.      PROPOSTA DA AUTORA:
Uma das propostas da autora para compreender as reações da sociedade, no âmbito da globalização, sobre a violência presente na mídia de massa é observar e analisar esse fenômeno a partir do paradoxo homogeneização versus fragmentação, ou seja, unificação (ou tentativa) cultural e pulverização de anseios e desejos.
As mudanças tecnológicas, ao incidirem diretamente sobre o mundo trabalho, deslocando seu caráter e centralidade enquanto organizador de um ambiente sociocultural, transformam a natureza desse social e afetam igualmente o trabalho em suas dimensões simbólica, ideológica e valorativa. Enquanto valor, o trabalho era responsável, não tanto pela unidade social mas por sua representação como algo unificado. Atualmente, as transformações desse universo e o deslocamento dos valores neles centrados, evidenciam o surgimento de um social atomizado, fragmentado, carente de pontos fixos de referência. (PORTO, 2000) 

5.      DESTAQUE DE PONTOS IMPORTANTES[1]:
Um ponto importante observado no texto da Maria Stela é a explicação do recurso da violência como afirmação social ou mesmo mecanismo de defesa de grupos excluídos ou como a psicologia afirma invisíveis e esta relação possui aporte com atualidade as manifestações e as ações do grupo Black Blocs.
Outro ponto importante é a explicação da massiva utilização da violência na mídia, apesar de ser quase uma unanimidade no meio da comunicação social que a violência é um chamariz para a audiência, autora recorre à explicação de Michaud (1989, p. 49)
“O fato de a violência se apresentar como uma crise em relação ao estado normal cria, por princípio, uma afinidade entre ela e a mídia. Como podemos constatar, num dia calmamente banal fica difícil fazer um jornal ou um noticiário de TV para anunciar que não aconteceu nada (...). A violência, com a carga de ruptura que ela veicula, é por princípio um alimento privilegiado para a mídia, com vantagem para as violências espetaculares, sangrentas ou atrozes sobre as violências, comuns, banais e instaladas.



6.      CONSIDERAÇÕES PESSOAIS:
Ficou explícito no decorrer do texto da socióloga Maria Stela o valor-mercado da violência e como ela é transformada em produto no interior do capitalismo e mais, como a violência serve de recursos a diversas ideologias ou mesmo a diversos aparelhos ideológicos do estado como mesmo preconizou o filósofo francês Louis Althusser em sua obra Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado (1970) outra contribuição do pensamento de Maria Stela foi à reflexão sobre a variedade da violência e a desmistificação da “mídia satânica” em classes menos favorecidas economicamente.
Em ano eleitoral e de realização da copa do mundo em nosso país é obrigatório refletirmos e debatermos a violência suas causas, conseqüências e o seu uso no jogo político-midiático.









7.      REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
PORTO, MARIA.  VIOLÊNCIA E MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA. Sociologias, Porto Alegre. Jul/dez 2002. p. 152-171.

Althusser, Louis. IDEOLOGIA E APARELHOS IDEOLÓGICOS DO ESTADO. Biblioteca Universal Presença, 1970.